Psicodramatizar.com


A Psicodramatizar.com
Na Psicodramatizar, a intervenção psicoterapêutica desenvolve-se através de uma perspetiva relacional, que olha para a pessoa no contexto das suas relações, valorizando a expressão emocional e corporal. - o Psicodrama.
Assim, este modelo surge como a principal metodologia terapêutica usada neste lugar, permitindo experimentar novas possibilidades de ação, relação e transformação a quem aqui é acompanhado.
Mais do que privilegiar apenas a palavra, estimula-se a utilização do espaço terapêutico como um lugar para viver, experimentar, representar e transformar experiências. Promove-se, sobretudo, a exploração, o treino, a construção e a integração de papéis mais saudáveis, favorecendo formas de estar consigo próprio e com os outros mais ajustadas/espontâneas.
O Diretor
Mariana Fontoura
No Psicodrama, o psicoterapeuta é denominado por Diretor - ou seja, o responsável por todo o processo terapêutico, funcionando como investigador, produtor, terapeuta e analista social. Nunca impõe um guião; ajudando o protagonista a encontrar a sua própria voz e direção.
Na Psicodramatizar é a Mariana Fontoura, quem representa este papel.
Membro Efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses (Cédula Profissional N.º 8546), com especialidade em Psicologia Clínica e da Saúde e especialidade avançada em Psicoterapia, sendo sócia didata da Sociedade Portuguesa de Psicodrama (SPP N.º 472).
O meu papel será facilitar o processo de autodescoberta e transformação, garantindo um cenário seguro, inclusivo, ético e tecnicamente rigoroso para que possa expressar o seu potencial.


O Protagonista
As Adolescências e as suas envolvências
No Psicodrama, o centro é sempre o Protagonista, o cliente a quem se dedica a sessão.
Na Psicodramatizar, o cliente tem idades compreendidas entre os 9 e os 25 anos e os seus familiares. Como também são os profissionais que cuidam das Adolescências e que procuram supervisão, evolução clínica e formação ativa.
O Auditório
A Comunidade, Partilha e Formação
Nas sessões de Psicodrama o Auditório é representado pelo grupo que acolhe, testemunha, que se identifica (ou não) com a história do protagonista e que valida a experiência e a coragem do mesmo.
Na Psicodramatizar o auditório integra quem acompanha, cuida, educa as Adolescências (familiares, profissionais de saúde, do contexto social e profissionais escolares que se dedicam a esta fase do desenvolvimento).
Esta secção é dedicada também à comunidade em geral. Aqui partilharemos eventos e programas sobre Saúde Mental.

O palco da vida da Mariana Fontoura
A Viagem entre a Arte, o Corpo e a Ciência
Como protagonista da minha própria história, percebo hoje que o meu percurso se desenhou, desde cedo, no ensaio e na descoberta de novas formas de expressão. Na minha matriz de identidade, a arte, o corpo e a relação com o outro sempre foram os eixos centrais.
No Bando dos Gambozinos, descobri o piano como o meu primeiro objeto intermediário de comunicação. No entanto, era no palco, durante os concertos, que verdadeiramente me encontrava — um espaço vivo onde a música se fundia com a linguagem corporal, a voz e a co-construção dramática.
Aos 8 anos, vivi a primeira grande cena de rutura e escolha da minha vida: decidi deixar a Escola de Música, onde já tinha estabelecido uma forte relação de pertença, para explorar o desconhecido no Centro de Formação do BalleTeatro. Foi aí, ao experimentar o teatro e a dança contemporânea, que expandi a minha capacidade expressiva, descobrindo novos canais para dar voz e corpo às emoções.
A Conserva Cultural e Familiar: Entre o Cuidar e o Coletivo
Cresci numa família numerosa, entre irmãos e muitos tios e primos, um contexto que funcionou como o primeiro laboratório para o desenvolvimento de papéis ligados ao cuidar. Sendo filha de pais médicos, herdei uma conserva cultural onde a saúde e o bem-estar humano eram valores centrais, despertando em mim um aquecimento natural para a escuta e a empatia.
Este gosto pelo coletivo e pela experiência grupal foi alimentado, ano após ano, no movimento de campos de férias Mocamfe. Dos 6 aos 17 anos, aquele foi o meu espaço de eleição para exercitar a espontaneidade, partilhar vivências e coconstruir a minha identidade em grupo.
Paralelamente, o meu percurso escolar foi marcado por sucessivas transições e passagens por inúmeras escolas. Parecendo ter sido um obstáculo, cada mudança funcionou antes como um aquecimento para a vida: aprendi a ler as dinâmicas dos grupos, a interagir com múltiplos contrapapéis e a desenvolver uma flexibilidade para encontrar o meu lugar em diferentes contextos relacionais.
O Encontro e a Consolidação dos Papéis Profissionais
Aos 18 anos, assumi a Psicologia Clínica e da Saúde como o meu caminho académico. Movida por uma curiosidade genuína pelas narrativas humanas, procurava uma forma de traduzir a dor e o crescimento em mudança. Mas foi em 2003, ao vivenciar o Psicodrama, que se deu o verdadeiro Encontro. Ali, todas as minhas paixões se integraram numa única matriz transformadora: a expressão artística, o corpo, a emoção e a relação terapêutica profunda, mediada pela relação télica.
Aos 38 anos, o meu papel profissional exigiu um novo ato de espontaneidade e criatividade perante os desafios da realidade. Escolhi deixar o Serviço Nacional de Saúde e o hospital onde tinha uma ligação emocional profunda — o palco onde nasci, estagiei, trabalhei durante 14 anos e onde orientei tantos estágios de Psicologia. Senti que a estrutura institucional ia cristalizando cada vez mais a minha prática em conservas culturais rígidas, limitando a intervenção a consultas individuais quando o meu aquecimento interno pedia a potência da psicoterapia de grupo.
Mais uma vez, troquei o papel seguro pelo incerto, mas fi-lo para dar vida à Psicodramatizar.com — um consultório livre, onde posso atuar em total consonância com os meus valores e princípios profissionais.
Hoje, a minha prática clínica reflete esta síntese entre arte, relação e ciência. E sinto que foi esta riqueza de cenas e contextos que me permitiu e permite oferecer uma escuta sensível, empática e uma presença autêntica no encontro com o outro.
A minha dedicação às Adolescências surge como um desfecho natural deste percurso. Olho para esta fase como um território onde a identidade e os papéis sociais estão em pleno processo de criação — o cenário ideal para, através da espontaneidade e do jogo dramático, co-criar um espaço terapêutico vivo, dinâmico e profundamente humano.